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HISTÓRICO - AUXILIADORA

Através da Estrada da Aldeia ( 24 de Outubro ), que ligava a capital à Freguesia da Aldeia dos Anjos, conhecida hoje como Gravataí, a região que compreende o bairro Auxiliadora começou a se desenvolver. Isto lá pelas últimas décadas do século passado.

É com a instalação de moinhos de vento, aos arredores da cidade, nas propriedades do então conhecido Carlos Mineiro ( Antônio Martins Barbosa ), que a Estrada da Aldeia passa a ser mais freqüentada. Logo seu nome é adaptado a sua atual função, passando a chamar-se Estrada dos Moinhos de Vento.

Crescendo lentamente, o bairro ganha novo impulso em 1893, quando uma linha de bonde cruza suas terras. No ano seguinte é a vez do Prado da Independência a levar à região mais visitantes e possíveis moradores. E num ritmo mais acelerado, com sucessivas implantações de linhas de bonde e novas construções no local, o Auxiliadora vai tomando ares de bairro.

Em 1912/13 inicia-se o processo de loteamento das terras daquela região, acrescentando valor imobiliário ao território já bastante conhecido. Poucos anos depois, em 1916, é erguida a capela de Nossa Senhora Auxiliadora, batizando o local com seu nome. A capela tornou-se paróquia em 1919 e, mais de quarenta anos depois, em 1961, inaugura-se o novo prédio da Igreja; em estilo greco-romano, ele imita o templo francês Madeleine de Paris.

Foi em 1933 que a estrada Moinhos de vento mudou seu nome para o atual, 24 de Outubro. “ ... em homenagem à data do golpe militar que depôs o Presidente Washington Luís Pereira de Souza, em 1930. “ Nesta época já eram bastante os transportes públicos que se dirigiam ao local e denominavam sua linha de “ Auxiliadora “, reafirmando o nome e o bairro.

Tem como uma de suas características as ruas planejadas, herança de sua ocupação por meio de loteamento organizado. Estas ruas trazem a sua paisagem, um misto de casas antigas, da nostálgica época do início do século, e modernos edifícios, que buscam nas alturas uma melhor vista da cidade.

Em contraste com a boa infra-estrutura, que permite ao bairro ter um comércio variado, ele oferece a seus moradores uma tranqüilidade hospitaleira, quase esquecendo de sua proximidade ao centro da cidade. Em permanente processo de desenvolvimento, o Auxiliadora oferece à juventude porto-alegrense uma variedade considerável de bares e danceterias. Há também alguns dos restaurantes mais “ chiques “ da cidade, onde paladares exigentes podem apreciar deliciosos pratos internacionais. Tem diversão para todas as idades e gostos.

Historiadora Renata Ferreira Rios.

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